Sexta-feira, Outubro 09, 2009

ler por ler

Às vezes leio por ler. Prendam-me.

A verdade é que os meus livros preferidos nem sempre têm dogmas ocultos em cada parágrafo.

No fundo, do que eu gosto é de uma boa história. Algo que eu pense "mas o que vai acontecer a seguir?"

Quinta-feira, Outubro 08, 2009

Dewey

Dewey não era especial por ter feito qualquer coisa extraordinária, mas porque era extraordinário. Era como uma daquelas pessoas aparentemente vulgares que, depois de as conhecermos melhor, se destacam da multidão. São aquelas pessoas que nunca faltam ao trabalho, nunca se queixam, nunca pedem mais do que a sua quota parte. São aqueles raros bibliotecários, vendedores de automóveis e empregadas de mesa que prestam um serviço excelente por uma questão de princípio, que vão além das suas obrigações porque têm uma paixão pelo trabalho. Sabem o que devem fazer na vida e fazem-no excepcionalmente bem. Algumas ganham prémios; outras ganham muito dinheiro; a maioria passa despercebida e é tomada como certa. Os emrpegados de loja. Os caixas bancários. Os mecânicos de automóveis. as mães. O mundo tem tendência a reconhecer aqueles que são únicos e que dão nas vistas, os ricos e os egocêntricos, não aqueles que fazem coisas normais extraordinariamente bem.


Retirado de Dewey, o gato que comoveu o mundo.

Quarta-feira, Outubro 07, 2009

Happy hour na Biblioteca

Acho a ideia fantástica e creio que faria ainda mais sentido numa biblioteca pública, onde, a meu ver, se haveria de estreitar a relação entre pessoal da biblioteca e utilizadores.



Happy Hour, dia 15 de Outubro, entre as 17 e as 18 horas
A equipa da Biblioteca está pronta para o receber


A equipa da Biblioteca do CIEJD convida-o a juntar-se a nós no dia 15 de Outubro, para uma Happy Hour, entre as 17 e as 18 horas. Terá para o receber toda a equipa da Biblioteca, assim como, uma oferta para assinalar o 1º Dia do Utilizador CIEJD.




Mais informações aqui.

Terça-feira, Outubro 06, 2009

Livrolândia


Quinta-feira, Setembro 17, 2009

O valor que damos aos livros

Nasci em 1979.
Desde os primeiros dias de escola que tive acesso aos livros e, com o passar dos anos, foram-me comprando e oferecendo a minha pequena biblioteca.
Nunca forrei nenhum livro, nunca os protegi da chuva, muitas vezes dobrei páginas para marcar a minha leitura.
Fui e sou, portanto, uma privilegiada.

Os séniores que frequentam a biblioteca em que trabalho trazem os livros forrados a papel de jornal, às vezes envoltos em sacos de supermercado, outras vezes numa complicada e laboriosa combinação de papel de jornal, saco de plástico e saco de tecido. É com algum carinho que observo o modo delicado como abrem um livro, como viram uma página, como os entregam na minha mão. Como se de um ser pequenino e frágil se tratasse.
Nunca se atrasam num empréstimo. Levam 3 exemplares e devolvem-nos em 15 dias. Têm normalmente um dia certo da semana para vir, quase nunca ao sábado, sempre de manhã.

Nestas alturas, não posso deixar de tecer considerações sobre o valor que damos aos livros e, num sentido mais lato, à cultura. E em duas gerações a diferença é abismal.
São muitos destes leitores que dão sentido a este espaço e que o tornam a minha segunda casa.

Terça-feira, Junho 23, 2009

Fórum RBE - 26 de Junho na FIL








Mais informações em www.rbe.min-edu.pt

Sexta-feira, Junho 19, 2009

Eu e os meus amigos

Gosto dos leitores que atendo aqui na biblioteca.
Alguns são quase como aqueles vizinhos com os quais trocamos 2 dedos de conversa. Sei os nomes, as ocupações, as histórias que os filhos já não têm tempo para ouvir. Eu gosto de ouvir as suas histórias, de imaginar outros tempos, outras vontades, outras maneiras de estar.
Sugerem-me muitas vezes livros, maior parte dos quais acabo por ler. Ontem um leitor sugeriu-me este livro, diz que é um 8 numa escala até 10.
Vamos ver qual a pontuação que lhe darei.

Domingo, Junho 14, 2009

Cartão Vermelho

Há coisas que eu não entendo. Como é que existem Bibliotecas Municipais que não fazem empréstimo domiciliário a leitores que não morem no concelho? Porquê?
Eu tenho 4 cartões de Biblioteca, todos na área da Grande Lisboa. Nunca me colocaram obstáculos. No Algarve, em duas bibliotecas (acho que até foram três, já não me lembro do que me informaram em Castro Marim) recusaram-me o cartão. Ora, eu que até sou cumpridora de prazos e requisito bastantes documentos, sinto-me desiludida. Não deveria a cultura ser acessível a todos??? É verdade que não pago impostos municipais nesse local, mas estando lá, não estou a impulsionar a economia desse local?
Pois eu dou cartão vermelho à BM de Faro e à BM de Tavira (não sei se a de Faro alterou procedimentos, quanto à de Tavira, estas informações foram-me dadas em Setembro).

Terça-feira, Maio 26, 2009

Seminário Deficiências e Cidadania: desafios à comunicação



Quinta-feira, Maio 07, 2009

Uma boa biblioteca faz-se todos os dias

Enganam-se aqueles que julgam que uma biblioteca se faz pelo número de iniciativas levadas a cabo pela instituição.
Não é isso que atrai o público, nem que promove a leitura. Promove o espaço, é verdade. Muitos "clientes" chegam até nós graças às iniciativas que levamos a cabo. Chegam, acham tudo muito giro, são até capazes de contar a "A", "B" ou "C" que estiveram por cá e gostaram muito. Mas, pergunto-me, será que voltam? E se voltam e encontram um atendimento pouco simpático, uma sala desorganizada, funcionários desmotivados...será que voltam?
O que faz uma boa biblioteca é o dia-a-dia. É o sorriso e a disponibilidade que mostramos aos nossos utilizadores. É o "ir mais além", fazer mais e melhor. Fazer o nosso trabalho do dia-a-dia excepcionalmente bem.
Não quero aqui menosprezar todas as actividades que são levadas a cabo pelas bibliotecas públicas do nosso país. A sua importância não é, de todo, discutível. Mas a sua eficácia, essa sim, depende em larga escala do atendimento e das condições da nossa biblioteca no seu dia-a-dia.
Dizem os entendidos que um bom atendimento é contado pelo cliente a uma pessoa. Um mau atendimento é contado a 10. Vamos ter isso em mente e, mais que procurar novos utilizadores, fidelizar os que já temos. Sorrir, ajudar, procurar atender às necessidades do outro.
Mais do que os livros e as iniciativas, para mim o que conta são as pessoas.

Sábado, Abril 18, 2009

A mulher do viajante do tempo

Acabei de saber que o livro que ando a ler - A mulher do viajante do tempo, de Audrey Niffenegger - está a ser adaptado cinematograficamente, com estreia prevista para Agosto deste ano.
E quem faz de Henry DeTamble? Eric Bana, um dos meus actores preferidos.

Parece-me que todos os livros que leio ultimamente estão destinados ao grande ecrã.

Sexta-feira, Abril 17, 2009

Stephenie Meyer

E porque não?
Porque é que sempre que se fala de um bestseller me torcem o nariz?
Sim, eu estou viciada na Stephenie Meyer e já li a Saga toda. E depois?

Mania que têm de achar que só determinada literatura (normalmente os clássicos e literatura não convencional) é que tem qualidade!

Podemos criticar muita coisa nos livros de Meyer, mas temos também de reconhecer que a ideia, além de original, é verosímil. Afinal, alguma coisa os livros têm para cativarem tantos leitores.

E sim, gostei do final.

Para infeliz já bem basta a vida do dia-a-dia, deixem que no reino das histórias a vida (ou neste caso até não) corra bem.

Quarta-feira, Abril 15, 2009

Contar Carneiros


Quinta-feira, Março 12, 2009

Vendam-me a vossa biblioteca

Alguém conhece Bibliotecas que facultem cursos de escrita criativa?

Quinta-feira, Março 05, 2009

E de novo o Dewey

O nome completo de Dewey:

Dewey Readmore Books

Dewey (sistema de classificação usado maioritariamente nos E.U.A., equivalente à CDU): pela homofonia com Do we
Readmore: Programa Ler+
Books: porque faz com que o nome soe a...

Do we read more books?
(tradução: Lemos mais livros?)

Achei engraçado e resolvi partilhar :)