Enganam-se aqueles que julgam que uma biblioteca se faz pelo número de iniciativas levadas a cabo pela instituição.
Não é isso que atrai o público, nem que promove a leitura. Promove o espaço, é verdade. Muitos "clientes" chegam até nós graças às iniciativas que levamos a cabo. Chegam, acham tudo muito giro, são até capazes de contar a "A", "B" ou "C" que estiveram por cá e gostaram muito. Mas, pergunto-me, será que voltam? E se voltam e encontram um atendimento pouco simpático, uma sala desorganizada, funcionários desmotivados...será que voltam?
O que faz uma boa biblioteca é o dia-a-dia. É o sorriso e a disponibilidade que mostramos aos nossos utilizadores. É o "ir mais além", fazer mais e melhor. Fazer o nosso trabalho do dia-a-dia excepcionalmente bem.
Não quero aqui menosprezar todas as actividades que são levadas a cabo pelas bibliotecas públicas do nosso país. A sua importância não é, de todo, discutível. Mas a sua eficácia, essa sim, depende em larga escala do atendimento e das condições da nossa biblioteca no seu dia-a-dia.
Dizem os entendidos que um bom atendimento é contado pelo cliente a uma pessoa. Um mau atendimento é contado a 10. Vamos ter isso em mente e, mais que procurar novos utilizadores, fidelizar os que já temos. Sorrir, ajudar, procurar atender às necessidades do outro.
Mais do que os livros e as iniciativas, para mim o que conta são as pessoas.